Noviciado inter-provincial em Monteagudo, Espanha

monteagudo00 200Ordem dos Agostinianos Recoletos-OAR
Monteagudo, Navarrra, Espanha

 

O convento em Monteagudo tem sido, desde sua inauguração, sede do noviciado da Província São Nicolau de Tolentino. Agora, é um dos três noviciados da Ordem e acolhe noviços procedentes de diversos países e províncias da Ordem.

 

O noviciado é um período de formação em que o religioso ou religiosa se prepara para a emissão dos votos evangélicos de castidade, pobreza e obediência. A palavra "noviciado" significa também o prédio e a comunidade onde se realiza a formação. Na Igreja Católica, o Direito Canônico define o noviciado como o período em que "se começa a vida no instituto, destina-se a que os noviços conheçam melhor a vocação divina, a vocação própria do instituto, façam experiência do modo de viver do instituto, conformem com o espírito dele a mente e o coração e comprovem sua intenção e idoneidade. ” (Cân. 646).

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O tempo de noviciado na Ordem tem a duração de um ano e o serviço formativo está em consonância com o Direito Canônico, o Magistério da Igreja, as Constituições e o Plano de Formação da Ordem. A formação, que tem um caráter eminentemente comunitário desde sua própria origem, assume o Programa de Formação própria e o Itinerário de Formação Agostiniano Recoleto (IFAR).

 

A vocação à vida religiosa e ao presbiterado é um dom de Deus à Igreja e ao mundo, é uma vida para santificar-se e santificar os demais, o que não se faz de maneira individual pois tem sempre por referência uma porção concreta do Povo de Deus. Os formadores consideram-se e atuam como uma verdadeira comunidade formativa.

 

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As etapas da Formação Inicial:

Primeira Etapa: aspirantado e postulantado

Segunda etapa: noviciado

Terceira Etapa: Profissão simples e o período até a profissão solene

 

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As três primeiras etapas da formação de um frade agostiniano recoleto têm uma unidade e importância características e estão destinadas à formação inicial. Este período de formação inicial começa com o ingresso em uma casa de formação e termina com a ordenação presbiteral para os que se ordenam sacerdotes, ou dois anos depois da profissão solene para os religiosos irmãos. 

A formação, entendida como experiência séria na vida agostiniana recoleta, exige tempo e ambiente adequados. O clima familiar e ordenado, o silêncio, a reflexão, o estudo, o trabalho, a prática religiosa e o contato frequente com o Senhor oferecem as condições favoráveis para o amadurecimento normal da vocação. Cada uma das etapas da formação inicial se realiza em casas especialmente destinadas para isso. 

 

 

O Noviciado, ano de formação

 

Depois da primeira etapa da formação inicial, que geralmente dura três anos, durante os quais o vocacionado estuda filosofia, começa a segunda etapa, que é o noviciado, etapa do processo formativo que prepara o vocacionado de forma imediata para a vida religiosa na Ordem.

 

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Eucaristia compartilhada entre os noviços que terminam

e os que iniciam o noviciado

 

 


O ano de noviciado tem dupla finalidade: conhecimento mais pleno da vocação e identificação com a vida própria da comunidade. O candidato buscará por todos os meios conformar sua mente e seu coração ao espírito agostiniano recoleto; por sua vez, a Ordem comprovará sua idoneidade e retidão de intenção. Assim, o noviciado é o meio privilegiado e imprescindível de aprofundamento ao chamado à vida religiosa.


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O noviciado proporciona aos noviços: um melhor conhecimento do chamado divino e da vocação própria da Ordem; uma experiência do modo de vida da Ordem; uma conformidade da mente e coração com o espírito da mesma e possam ser comprovadas a intenção e a idoneidade dos noviços, ou seja, há de ser uma “iniciação integral ao gênero de vida que o Filho de Deus assumiu e que Ele nos propõe no evangelho".

 

Para ser admitido validamente no noviciado, o candidato deve ter pelo menos dezessete anos completos e estar livre dos impedimentos indicados no Direito. Também deve gozar das qualidades de boa saúde, caráter adequado e maturidade suficiente. Antes do início do noviciado, são necessários cinco dias completos de retiro espiritual.

 

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Parte do claustro

 

O noviciado deve ser vivenciado de tal forma que esta etapa de preparação imediata para a vida religiosa penetre no profundo da consciência do noviço e seja capaz de marcar sua existência. Os formadores, principalmente o mestre de noviços, colocam todo empenho na instrução dos candidatos "principalmente no amor e na caridade de Deus e do próximo, e no caminho certo para isto, que é a mortificação dos afetos e o desapego de todas as coisas”.

 

Durante o noviciado dá-se prioridade aos tempos dedicados à contemplação, que se traduz numa atitude humilde e perseverante para escutar o Mestre interior, pois, “os que aprenderam de Jesus Cristo a ser mansos e humildes de coração, aproveitam mais refletindo e orando que lendo e ouvindo”.

 

O noviciado começa no dia indicado pelo prior local, com o rito determinado no Ritual da Ordem. O hábito é entregue aos noviços em particular, pois a vestição propriamente dita tem lugar no rito da primeira profissão. No “ordo domesticus” deve-se indicar os tempos e circunstâncias em que os noviços devem usar o hábito.

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A formação dos noviços deve incluir entre outras coisas:

1- A teologia da vida espiritual e religiosa;

2- O pensamento monástico de santo Agostinho e a doutrina de sua Regra. Dê-se importância ao processo de sua conversão, desenvolvendo as linhas principais da doutrina espiritual e ascética agostiniana.

3- O estudo das Constituições, do Código adicional, da história e espiritualidade da Ordem.

4- A leitura e meditação da sagrada Escritura, especialmente dos salmos.

5- O conhecimento e prática da liturgia, e a formação no canto litúrgico.

Os noviços não devem ocupar-se senão dos estudos ou trabalhos que contribuam diretamente para a sua formaçã0, e se proíbe todo tipo de estudos em vista a obtenção de títulos ou diplomas acadêmicos.

Terminado o período do noviciado, corresponde ao superior maior, ouvido o seu conselho e com o parecer do capitulo de formação, admitir o noviço à profissão.

Do mesmo modo, o noviço, através de um documento escrito de próprio punho, manifestará ao superior maior sua decisão livre de abraçar a vida consagrada e fará constar seu conhecimento das responsabilidades que dimanam da profissão que deseja emitir.

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Claustro

 

Antes de emitir a profissão, o noviço fará exercícios espirituais, pelo menos durante cinco dias completos. Ao terminar o noviciado, o candidato, assessorado pelos seus formadores, pode livremente fazer os votos simples para um, dois ou três anos.  Inicia-se, então, a etapa seguinte – a terceira - da formação inicial.

 

A atual equipe de formação do noviciado está constituída pelos seguintes religiosos:

- Frei Francisco Javier Jiménez García Villoslada (da Província São Nicolau de Tolentino, prior da comunidade),

- Frei Wilmer Antonio Moyetones Alvarado (da Província São José, mestre de noviços) e

- Frei Juan Manuel Ramírez Sixtos (da Província São Nicolau de Tolentino, vice mestre de noviços).

 

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O Noviciado, casa de formação - Mosteiro

Em 22 de março de 1829 a Província Santo Tomás de Tolentino, da Ordem dos Agostinianos Recoletos, tomou posse do santuário de Nossa Senhora do Caminho de Monteagudo (Navarra), então uma humilde propriedade com capela e estábulo, em uma cerimônia em que participaram 43 recoletos.

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Antes de habitá-la, a Província construiu uma nova igreja e reformou o edifício. Em 1848 a casa foi ampliada e em 1854 se levantou um novo andar.  No início do século XX várias ampliações e melhorias foram feitas e em 1928, por motivo do primeiro centenário do convento, o templo foi completamente remodelado, quando o templo ganhou mais luz. O templo passou a medir 37 metros de comprimento e 13,30 de largura. Na mesma data se construiu o oratório do noviciado e uma bela biblioteca.

No dia primeiro de maio de 1986 foi inaugurado o convento atual, uma nova planta cuja construção requereu a demolição de parte do antigo. Também foi restaurado o que ficara do anterior e todas as dependências antigas foram remodelas.

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A igreja conserva desde 1906 o corpo incorrupto de Santo Ezequiel Moreno. Anteriormente situado na igreja, agora seus restos mortais agora se encontram na nova capela em louvor ao santo, construída no tempo das obras do novo convento.

O convento em Monteagudo tem sido, desde sua inauguração, sede do noviciado da Província São Nicolau de Tolentino. Até 1865 foi também sua única casa de estudos. Desde este ano até 1950 alojou, com algumas interrupções, os estudantes de filosofia. Agora, é um dos três noviciados da Ordem e acolhe noviços procedentes de diversos países e províncias da Ordem.

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Interior da igraja do convento monteagudo


A comunidade recoleta sempre desenvolveu uma discreta atividade apostólica na igreja conventual e nos povoados da região. O serviço ao Reino de Deus aumentou quando a comunidade aceitou a capelania das monjas de Tulebras (1979) e as paróquias de Monteagudo (9 de fevereiro de 1978), Tulebras e Barillas (1 de março de 1988).

A comunidade recoleta também atende a capelania das Missionárias Agostinianas Recoletas em Monteagudo e, periodicamente, as Irmãs dos Anciãos de Cascante, Maria Imaculada de Tudela e outras paróquias da região. Os ministérios atendidos desde a comunidade de Monteagudo pertencem a povos pequenos, em sua maioria com habitantes de bastante idade e dedicação fundamental à agricultura.


A Fraternidade Secular Agostiniana Recoleta foi erigida em 19 de agosto de 1992.


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Em 2006, por motivo dos 100 anos do falecimento de Santo Ezequiel Moreno, inaugurou-se um museu dedicado ao santo e com homenagens e recordação aos mais de 2.000 religiosos agostinianos recoletos que professaram na Ordem neste convento.

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A atual equipe de formação da casa noviciado está constituída pelos seguintes religiosos: frei Francisco Javier Jiménez García Villoslada (da Província São Nicolau de Tolentino, prior da comunidade), frei Wilmer Antonio Moyetones Alvarado (da Província São José, mestre de noviços) e frei Juan Manuel Ramírez Sixtos (da Província São Nicolau de Tolentino, vice mestre de noviços). 

Frei Mason