É Natal: abramos a porta do coração

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natal ano santo00 200Misericórdia é o Amor de Deus
Natal


"Devemos antepor a misericórdia ao juízo e, em qualquer caso, o juízo de Deus terá lugar sempre à luz de sua misericórdia."

 

Na homilia de abertura do ano da misericórdia, Francisco explicou o significado e o caráter simbólico da porta santa: “Entrar pela porta significa descobrir a profundidade da misericórdia do Pai que acolhe a todos e vai pessoalmente ao encontro de cada um. É Ele quem nos busca. Este será um ano para crescer na convicção da misericórdia“.

 

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Para destacar a misericórdia que o Pai nos oferece, recorreu à explicação de santo Agostinho: “Todo aquele que diz que pelo juízo de Deus somente podem ser punidos os pecados futuros, mas não podem ser perdoados pela misericórdia de Deus, devem considerar a grave ofensa que faz a Deus e à sua graça (S. Agostinho, Sobre a predestinação 12, 24). Sim, assim é. Devemos antepor a misericórdia ao juízo e, em qualquer caso, o juízo de Deus terá lugar sempre à luz de sua misericórdia.

 

Que a passagem pela Porta Santa, portanto,

faça que nos sintamos partícipes deste mistério de amor.

Abandonemos toda forma de medo,

que não é próprio de quem é amado;

vivamos, ao contrário, a alegria do encontro

com a graça que transforma tudo”.

 

Nesse dia, finalizada a eucaristia na praça de São Pedro, enquanto milhares de pessoas aguardavam ali, tomas de expectativas, Francisco se dirigiu à Porta Santa da Basílica. Seguiam-no em silencio os cardeais, bispos, alguns sacerdotes concelebrantes e um pequeno grupo de religiosos e leigos. Diante da Porta, o Papa elevou sua oração: “Oh Deus, que revelas tua onipotência sobre tudo na misericórdia e no perdão: dá-nos viver um ano de graça, tempo propício para amar a ti e aos irmãos na alegria do Evangelho. Continua infundindo-nos teu Santo Espírito para que não nos cansemos de dirigir com confiança nosso olhar a Cristo, teu Filho feito homem, rosto esplendente de tua infinita misericórdia, refúgio seguro para todos os pecadores, necessitados do perdão e da paz, da verdade que liberta e salva”. A seguir, durante a procissão pelo interior da Basílica até o altar da Confissão, o coro e o povo cantavam: “Eterna é sua misericórdia”.

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Ao passar pela Porta Santa, pensei que estava ali representando toda a Ordem. Pedi perdão pelos pecados de todos nós. Nossa esperança está posta na misericórdia do Senhor. A misericórdia do Senhor é infinitamente maior que nossa miséria e nossos pecados. Torna-nos tolerantes com as necessidades dos outros e nos ensina a reconhecer com humildade nossos egoísmos e a sentir-nos profundamente amados.

Na audiência de 9 de dezembro de 2015, Francisco dizia: “A Igreja necessita deste momento extraordinário. Em nossa época de profundas mudanças, a Igreja é chamada a dar sua contribuição especial, tornando visíveis os sinais da presença e da proximidade de Deus… Este Ano Santo nos é oferecido para que experimentemos em nossa vida o suave toque e a doçura do perdão de Deus, de sua presença junto a nós e de sua proximidade sobretudo nos momentos de maior necessidade… Este Jubileu, em definitivo, é um momento especial para que a Igreja aprenda a escolher só o que mais agrada a Deus”

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No Natal, a misericórdia de Deus se manifesta no Menino de Belém, mistério de amor e ternura. Celebremos com alegria e esperança o Natal. O coração de Deus palpita no coração de toda criança, em cada homem e mulher, em toda a criação. Abramos com humildade a porta de nosso coração e experimentemos a misericórdia do Pai e a vida nova que o Espírito faz brotar no fundo de nosso coração. “Alegrai-vos! Na cidade de Davi vos nasceu um salvador, Cristo o Senhor” (Lc2,10-11)

Feliz Natal!

Fonte: Site da OAR