435 perguntas sobre a Santa Missa – parte 08

435 00 200Igreja & Doutrina
Catecismo da Santa Missa

 

Tendo por base um livro, publicado em 1975,

de um autor anônimo do século XIX,

tudo o que você gostaria de saber sobre a Santa Missa.

 

Parte 08 - Perguntas de 71 a 80

 

veja também:

Parte 01- Perguntas de 01 a 10

Parte 02- Perguntas de 11 a 20

Parte 03- Perguntas de 21 a 30

Parte 04- Perguntas de 31 a 40

Parte 05- Perguntas de 41 a 50

Parte 06- Perguntas de 51 a 60 

Parte 07- Perguntas de 61 a 70 

 

 

P71. Que representa ainda a Missa?
R. A Missa é uma imagem antecipada do céu; nela se adora o mesmo Deus; em seu santuário se reúnem seus filhos: nela vemos o mesmo que é visto no céu, as orações, os cânticos, os perfumes; anjos circundando o altar, santos que o sustentam, toda a Igreja, toda a cidade de Deus oferecida por Jesus Cristo e unindo-se a Deus. Numa palavra, Deus presente ainda que coberto por véus, o mesmo Deus que veremos face a face, Deus convertido em manjar sob a aparência de um pão que já não mais existe, o mesmo que nos confortará eternamente com sua glória pela verdade e felicidade.

P72. Podemos, então, dizer que o santo sacrifício da Missa transforma nossas igrejas em céu?
R. Sim, porque nele o divino cordeiro é imolado e adorado no templo como no-lo apresenta S. João no meio do santuário celestial.

P73. Os anjos também participam da adoração do cordeiro imolado na Missa, como eles o adoram no céu?
R. Sim; os espíritos bem aventurados, sabedores do que se opera em nossos altares, deles se aproximam para assisti-los com o temor inspirado pelo mais profundo respeito.

P74. A Igreja admite a presença dos anjos na Missa?
R. Sim, a Igreja admitiu sempre e tanto esta verdade que S. Crisóstomo não duvidava em dizer: “Que fiel poderá duvidar que, à voz do sacerdote no momento da consagração, o céu se abre e os coros dos anjos descem para assistir ao mistério de Jesus Cristo, e as criaturas celestes e terrestres, visíveis e invisíveis, se reúnem em tão solene instante?”.

P75. Então, fazemos nas igrejas, o mesmo que os santos fazem continuamente no céu?
R. Sim, nós adoramos a vítima santa e imolada nas mãos do sacerdote, e todos os santos adoram no céu esta mesma vítima, o Cordeiro sem mancha representado em pé, porém como sacrificado*, em sinal da sua imolação e da sua vida gloriosa.  (* Agnum stantem quasi occisum (Apoc. 5, 6).)

P76. Rezamos na Missa como os santos rezam nos céus?
R. Sim. Todas as orações e todos os méritos dos santos se elevam dos altares das igrejas ao trono de Deus, como um suave e agradável perfume; assim expressou-se S. João no Apocalípse (8, 3-4) ao descrever um anjo, com um turíbulo de ouro na mão e junto ao altar, de onde se elevavam a Deus as orações dos santos.

P77. Por que incensa-se o altar?
R. Incensa-se o altar como um sinal visível das adorações e súplicas a Deus, feitas por todos os santos que estão na terra ou na glória eterna.

P78. Que conclusões deduzimos destas verdades da Missa?
R. Entendendo estas verdades da Missa, podemos concluir que a Missa é:
a – o centro do culto religioso da Igreja, pois reúne tudo o que se relaciona com a religião;
b – o ponto de apoio em que se unena cruz o homem com seus destinos gloriosos;
c – o ponto de partida de onde nos vêm, como da cruz, a graça com todos os meios de salvação.

P79. Que considerações piedosas nos vêm à alma ao passarmos diante de inúmeras igrejas?
R. Ao passarmos diante de majestosas catedrais ou basílicas, ou mesmo diante de simples igrejas e capelas, lembramos que todas elas foram erguidas pela fé católica através dos séculos, para nelas se oferecem o santo sacrifício da Missa. A cruz que as encima é o sinal da imolação que nelas se perpetua, e os altares nelas erigidos são para depositar a vítima sagrada.

P80. Tudo o que vemos nas igrejas se relaciona ao santo sacrifício do altar?
R. Sim, tudo que há nas igrejas se relaciona à Missa. Assim, por exemplo:
1 – a pia batismal e de água benta e os confessionários nos lembram que devemos lavar nossas mãos com os justos ( Sl 20, …) para entrar no santuário;
2 – a cátedra e o púlpito nos instruem e exortam ao sacrifício;
3 – a mesa da comunhão, que separa o presbitério da nave, onde recebemos a Hóstia Santa;
4 – os tecidos que revestem o altar, os paramentos dos sacerdotes, a luz das velas, o incenso que se eleva, a disposição dos bancos e genuflexórios, tudo fala do sacrifício, tudo é para o sacrifício.

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Baseado em livro de autor anônimo do Século XIX,

publicado em 1975 pela EDICIONES RIALP – Madrid,

NIHIL OBSTAT de D. José Larrabe Orbegozo, Madrid, 27 de outubro de 1975

IMPRIMA-SE: Dr. D. José Maria Martim Patino, Pro-Vigário Geral

Apresentação de Angel Garcia Y Garcia


Fonte: Site Aleteia