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Mosteiro de Santa Rita
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parte mais antiga do Mosteiro remonta ao fim do
século XII. Era dedicado a Santa Maria Madalena.
Foi ampliado na primeira metade de 1700, com as
generosas ofertas de João V, rei de Portugal, curado
de câncer por intercessão de Santa Rita.
A
última ampliação aconteceu nos últimos decênios
com a construção do Santuário.
O
mosteiro de clausura é o lugar histórico no qual
Santa Rita viveu 40 anos de sua vida como monja
agostiniana, e onde veio a falecer. A visita pode
ser feita somente em grupo e nos horários previstos.
O
mosteiro não é um museu, mas a realidade
viva, na qual a comunidade monástica agostiniana,
composta por cerca de 50 irmãs, exprime a própria
vida de oração e de consagração a Deus.
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Ao
entrar deve-se visitar com o devido respeito, conservando
o silêncio. Tem-se como guia um religioso agostiniano. |
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Superadas as duas portas, subindo,
o peregrino depara-se com o POÇO no qual Santa
Rita retirava água para o jardim, para a cozinha,
para a higiene. Aqui ela viveu, servindo a
Deus e à Comunidade, através de uma vida pobre
e ocupada com a oração e com a execução dos
trabalhos manuais. Olhando em torno, sente-se
a alegria de estar em lugar tão singelo.
Da
parte oposta ao poço, sobre o muro, perto
da porta e da grande janela do refeitório,
pode-se notar, por toda parte, sobretudo na
primavera, pequenas colmeias habitadas pelas
chamadas API MURARIE. A piedade popular relacionou-as
com os floretes de abelhas que se manifestou
em Roccaporena poucos dias depois do nascimento
de Rita: enquanto dormia no berço, algumas
abelhas se reuniram em torno da criança. Seus
pais, atemorizados, queriam espantar as abelhas,
mas logo se deram conta que elas não faziam
nenhum mal à menina. |
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A videira verdejante que aqui
se pode admirar produz, todos os anos, uva brancas.
Tornou-se símbolo da obediência de Santa Rita e
da sua fecundidade espiritual, pois, de fato, ela,
como diz o Evangelho, unida a Jesus, verdadeira
Videira, é um ramo que produz muitos frutos.
A
tradição diz que enquanto Santa Rita era noviça,
a superiora mandou-a regar uma planta seca que se
encontrava no jardim. Rita o fez humildemente todos
os dias. Esta planta recobrou sua vitalidade.
Em 1700 surgiu a afirmação de que esta planta era
uma videira. Esta que aqui se vê tem mais de 200
anos. |
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Entrando pela porta da direita, sob a videira, o
peregrino encontra-se no ANTIGO CORO onde Santa
Rita recebeu seu hábito de agostiniana. Aqui também
ela rezava de dia e de noite junto à sua comunidade
de monjas, meditando no coração, como prescreve
a Regra de vida de Santo Agostinho, aquilo que se
profere com a voz. |
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Através da escadaria chega-se ao
Oratório do Crucifixo onde, segundo a tradição,
Santa Rita teria recebido o estigma sobre a fronte.
Infelizmente,
no tempo de Napoleão (1810-1915), este espaço foi
transformado numa habitação. É difícil estabelecer
a data da pintura, pois encontra-se muito danificada
pela umidade.
A estátua que aqui se vê é de mármore, obra do artista
A. Biggi, de 1957.
Este
lugar e estas imagem recordam o fato central da
vida e espiritualidade de Santa Rita. Na Sexta-feira
Santa de 1442, depois de ter escutado a homilia
sobre a Paixão do Senhor, feita pelo franciscano
S. Tiago da Marca, Santa Rita, com ardente amor,
desejou configurar-se com Cristo no seu sofrimento.
O Crucificado concedeu-lhe este desejo. Assim, um
espinho fincou-se-lhe Na testa, provocando uma dolorosa
ferida. Por 15 anos Santa Rita carregou-a sobre
a testa. Foi liberada somente uma vez para participar
da peregrinação a Roma, por ocasião do Ano Santo
de 1450.
Os
estigmas são um sinal de amor verdadeiro, que doa
livremente a própria vida pelos amigos e inimigos,
pelos distante e pelos próximos.
"Assim
foi em Cristo, modelo supremo, assim foi em Rkita.
Na verdade ela sofreu e amou: amou Deus e as pessoas,
sofreu por amor a Deus e sofreu por causa das pessoas"
(João Paulo II) |
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