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Frei Didier, prestes a fazer sua profissão solene e por ocasião do dia de Santa Rita de Cássia, escreve um belíssimo artigo sobre a vida da Santa das Causas Impossíveis contada como você nunca imaginou.

 

Antes de expor sua vida, menciono a São João Batista, filho de pais justos frente a Deus, como os pais de Margarita Lotti, (Rita de Cássia). Isabel não tinha filhos porque era de avançada idade e estéril. Deus escuta o lamento de seus servos, por isso um anjo disse a Zacarias que Izabel teria um filho; de igual modo, os pais de Rita (Antonio e Amata) também pediam ao Senhor descendência, pois Amata, a mãe da santa, não era estéril mas tinha idade avançada. Assim Deus presenteia João e Rita a seus pais.

Diz uma lenda que um dia a pequena foi levada ao campo e um grupo de abelhas entrava e saia de sua boca, em seus lábios tinham o mel do amor de Deus. Neste sentido faço referência ao título “a rosa do jardim de Deus”; as abelhas pareciam anjos brincando, trazendo a que seria a rosa o amor.

Rita crescia no amor de Deus. Nesse sentido quis ser monja, mas os planos de Deus eram outros, pois queria que ela passasse por todos os estados da vida. Assim, com o pedido de seus pais ela casou-se com um jovem de caráter áspero. Rita foi transformando seu marido, como havia feito santa Mônica (mãe de santo Agostinho), com seu marido Patrício. Nasceram os filhos de Rita.

O tempo passou, um dia inesperado seu marido foi assassinado. Cheia de amor ela perdoa o assassino, mas seus filhos queriam vingança. Rita, como Mônica, chorava e rezava. E fez a mais alta prova de amor, pediu a Deus que levasse deste mundo seus filhos antes que eles cometessem um crime; e aconteceu a morte de seus filhos!

Em plena solidão voltou o desejo de ser religiosa, mas não foi aceita. Nesta etapa de sua vida, diz a lenda que seus santos de devoção (João Batista, Agostinho e Nicolau de Tolentino), a trasladaram como em um extase ao mosteiro a portas fechadas.

Já no mosteiro, Rita teve o trabalho de regar um galho de uva seco, ela o faz com amor e em pouco tempo voltou a ser uma bela videira. Em suas ações, Rita deixava sempre cair o mel, o cheiro, as migalhas do amor de Deus. Logo foi chamada “o anjo de Cássia”, por seu amor a paixão de Cristo e ao próximo. Quis compartilhar com Cristo seu sofrimento na cruz, e cai um espinho (seu estigma). A ferida cheirava mal e era objeto de nojo.

Rita começou a piorar, recebia visitas, e ela pedia para que lhe troussessem de sua casa uma rosa. A madre superiora disse que Rita estava tendo delírios por causa da febre, pois estavam em pleno inverno italiano. Mas não deixaram de fazer o pedido de Rita.

Abismadas, voltaram ao mosteiro com a rosa, a bela rosa que brotou em pleno inverno para glorificar a Deus. Quando Rita foi levada aos braços de seu amado Jesus, o mal cheiro de sua ferida, passou a ser uma maravilhosa fragância e veneração. A lenda piedosa disse que neste momento os sinos comessaram a tocar. Que significa isso? Manifestação da gloria de Deus na humildade de Rita.

Hoje suas rosas nos doam o amor de Deus. Obrigado Jesus pela advogada das causas impossíveis! Finalmente quero destacar o que disse João Paulo II:

Este sinal do espinho, chaga, foi mais do que um sofrimento, foi a prova de sua participação na paixão de Cristo. Que Rita de Cássia possa ser exemplo de menina, jovem, mulher, esposa, mãe, viúva, religiosa...

Santa Rita rogai por nós!

Frei Didier Esperidião Neto (OAR) é natural de Muqui (ES),
reside em São Paulo (Capital) no Teologado Santa Mônica
e está cursando o quarto (e último) ano de teologia.


Assim como
Isabel, a mãe
de João Batista,
os pais de Rita
foram
presenteados
por Deus
.

Santa Mônica
e Santa Rita
(como pede
Jesus Cristo,
o Bom Pastor,
na Bíblia)
são dois
exemplos de
vida em oração
.

A chaga em
Rita de Cássia...
foi uma prova
de sua
participação
na paixão
de Cristo

João Paulo II

   
   
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