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Entrando no
antigo mosteiro é possível ver o interior de um
pequeno quarto que (cela, conforme denominação antiga),
no tempo de Santa Rita, era usado para correção
de eventuais faltas consideradas graves contra o
Evangelho e contra as normas das religiosas. À diferença
das outras, esta é desprovida de janelas e possui
um espinho à porta.
Dentro
desta cela, em um relicário, está o ANEL NUPCIAL
de Santa Rita, formado por duas mãos que se entrelaçam.
Tem um grande valor simbólico, pois recorda que
um amor autêntico exige fidelidade.
Em
outro relicário se contempla o ROSÁRIO de Santa
Rita, muito semelhante àquele que aparece pintado
nas mãos da Santa em antigas iconografias. Este
rosário realça um outro elemento importante da espiritualidade
de Santa Rita: seu amor filial a Maria, Mãe de Deus
e imitação das suas virtudes.
As
rosas sempre estiveram associadas a Santa Rita,
devido ao prodígio das rosas e dos figos ocorrido
num ano de rigoroso inverno, período em que estas
flores e frutos não são produzidos pela natureza.
Há diversos testemunhos que relatam este episódio.
Eis um breve relato de uma biografia de 1628:
No
mais rígido inverno, estando já tudo coberto de
neve, uma boa senhora, parente de Santa Rita (sua
prima), foi visitá-la. Ao partir perguntou-lhe se
desejava alguma coisa de casa. Respondeu-lhe Santa
Rita que desejava uma rosa e dois figos do seu jardim.
Sorrindo, a boa senhora, pensou que (Santa Rita)
estivesse delirando por causa da gravidade de sua
enfermidade, e se foi. Quando chegou em casa, aproximando-se
do jardim, viu sobre o espinhal, sem nenhuma folha
e coberta de neve, uma belíssima rosa, e sobre a
figueira, dois figos bem maduros. Maravilhada pelo
acontecido tão contrário à estação e à qualidade
do clima muito frio, vendo a flor e os frutos milagrosos,
recolheu-os e levou-os a Santa Rita.
Em
memória a tal prodígio, as religiosas cultivam,
no mosteiro de Santa Rita, um belíssimo roseiral,
conforme podemos ver pela imagem que aqui temos. |