A
beata Josefa nasceu em Benigánim (Valência, Espanha),
no dia 9 de janeiro de 1625, de família modesta.
Ficou
órfã de pai quando era ainda muito jovem. Superadas
algumas dificuldades, ingressou como irmã leiga no mosteiro
das Agostinianas de Benigánim, a 25 de outubro de 1643. Este
convento pertence à observância descalça, fundada
dentro da Ordem pelo Arcebispo São João de Ribeira,
na diocese de Valência, em 1597.
Sua
vida foi um portento de graça e uma graça de portentos.
Simples, humilde, entregue infatigavelmente aos trabalhos e serviços
da comunidade, era um espírito de eminente contemplação.
De qualidades intelectuais medíocres, mais que isso, analfabeta,
causavam admiração seu dom de conselho e seus conhecimentos
teológicos.
Por
causa disso, e também pelo extraordinário dom do discernimento,
seu conselho era procurado pelas pessoas mais importantes e mais
influentes da Espanha. Seus êxtases surpreendiam a todos.
Diante destes fatos, promoveram-na à categoria de irmã
de coro a 18 de novembro de 1663.
Ela
morreu a 21 de janeiro de 1696, na festa de sua patrona, Santa Inês.
Seu nome de batismo foi Josefa Teresa. Na Ordem chamou-se Josefa
Maria de Santa Inês. Ordinariamente era chamada Madre Inês.
Beata
Joseja foi beatificada por Leão XIII, a 26 de fevereiro de
1888. Seu confessor, frei Filipe Benevento, pároco de Benigánim,
escreveu uma biografia autorizada da Beata Josefa Maria. Seus restos
se conservam no convento das Agostinianas de Benigánim.
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A
título de curiosidade, transcrevemos abaixo notícia
da imprensa espanhola de 2002:
Buscam
corpo incorrupto
de uma beata espanhola
Madri,
24 de março de 2002 (ACI). A publicação
de um livro sobre a destruição de templos durante
a Guerra Civil, revelou que os restos incorruptos da beata Josefa
Maria de Santa Inês foram escondidos em 1936 para evitar sua
profanação, porém ainda não foram encontrados.
Andrés
de Sales recopiou em um livro mais de 150 fotos inéditas
de esculturas patronais e templos destruídos durante a Guerra
Civil em Valência. A obra, de 350 páginas, é
intitulada "Escultura patronal velentina destruída em
1936", inclui fotografias de operários "demolindo
templos a marteladas, para o que inclusive lhes pagavam um jornal".
Segundo
a Agência Avan, o corpo da beata Josefa Maria de Santa Inês,
religiosa nascida em 1625, "suportou o macerante passo do tempo
e a corrupção até 1936 em uma urna de cristal
e bronze dourado em Benigánim (Valência).
Porém
estalou a Guerra Civil, e diante da onde de vilência que destruiu
igrejas e imagens sagradas - em Valência ficou reduzido a
cinzas noventa por cento do patrimônio artístico da
igreja -, o venerado corpo da beata foi ocultado para preservá-lo
da profanação. A pessoa que o ocultou certamente o
fez com consciência, posto que ainda não foi encontrado.
Josefa
Maria de Santa Inês foi elevada aos altares pelo Papa Leão
XIII em 26 de fevereiro de 1896. "Seus restos se crê
que foram ocultados em 1936 porém ainda não se pôde
localizar" explicou De Sales. Por este motivo, os fregueses
de Benigánim fizeram uma reprodução do corpo
jazente que foi abençoado em 1944.
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